sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Vivo não cobrará pela portabilidade

Prestes a entrar em operação, a portabilidade numérica está acirrando os ânimos das operadoras. De acordo com Carlos Cipriano, diretor da Vivo em São Paulo, a operadora decidiu não cobrar nada para os clientes que decidirem entrar em sua rede. "Não há previsão de cobrar nada pelo processo", afirmou em entrevista ao IT Web.

O regulamento da portabilidade prevê que o usuário que quiser portar seu número deverá pagar uma tarifa à operadora para a qual quer mudar. O valor ainda não definida pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), mas segundo declarações de seu presidente, Ronaldo Sardenberg, deve ficar próximo dos R$ 10.

Assim, a operadora arcará com o custo de portar novos usuários, e de manutenção do sistema - valor que será dividido pelas empresas, mas que também não está definido. Para não ter impacto financeiro, Cipriano afirma que foram feitas melhorias em processos e redução de custos internos. "Acreditamos em um saldo positivo em usuários saindo e entrando na base", comenta, sem abrir números. A Vivo é líder do mercado de telefonia móvel com 30,25% de participação em julho, segundo a Anatel.

O executivo também pontua que, desde fevereiro, a Vivo tem investido em melhorias na qualidade de sua rede, serviços, abordagem de clientes nas lojas e no call center, pensando na chegada da portabilidade. Ainda assim, a operadora assinou a carta enviada à Anatel na semana passada pedindo o adiamento do início do serviço. "Fomos solidários à carta porque não adianta nós estarmos prontos e os concorrentes não", justifica Cipriano.

A portabilidade numérica começa a funcionar no Brasil na próxima segunda-feira (01/09). Em princípio, serão 11 municípios. Segundo o cronograma da Anatel, o sistema deve estar totalmente implementado em março de 2009.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Gestão da informação é o que mais preocupa CIOs

por Roberta Prescott

25/08/2008

O avanço e a disseminação dos dispositivos portáteis e também das redes sem fio aumentam as vulnerabilidades

Com uma geração de informação cada vez mais veloz - a cada dois anos, uma empresa multiplica por dois sua quantidade de informações, diz o vice-presidente para América latina da Symantec, Wilson Grava - a gestão de dados e de conhecimento e, por conseqüência, sua segurança mostram-se como os grandes desafios para as companhias.

Entre os questionamentos dos diretores de TI, o que fazer com a massa de dados e como proteger as informações geradas e armazenadas para que não saiam da corporação estão no topo de suas preocupações. Isto porque o avanço e a disseminação dos dispositivos portáteis e também das redes sem fio aumentam as vulnerabilidades.

Neste cenário, a Symantec aponta quatro tendências-chave de TI que afetam a gestão de informações, assim como diretrizes e soluções relacionadas à administração de endpoints, virtualização e gestão de riscos. São elas a migração de fitas para discos, a mudança no panorama e nos objetivos dos ciberataques, a governabilidade de TI e o consumo das tecnologias de informação.

De acordo com a companhia, tais diretrizes vão moldar o planejamento voltado para a administração do crescente volume de informação. "Não existe mais o ‘vou destruir o seu equipamento'. Hoje, o foco é roubar as informações para ganhar dinheiro", ressalta Grava, deixando evidente que o alvo dos ataques não é mais o hardware. "Os criminosos estão mais organizados e esta organização fez mudar o panorama geral."

Virtualização
Não há, segundo Grava, o que se discutir sobre a adoção da virtualização de aplicativos e servidores. "Ela chegou para ficar. Agora a questão é como integrar o que está virtualizado com a mesmo proteção do ambiente físico." Entre os pontos levantados pelo executivo, adotar as mesmas políticas do ambiente real para o virtual parece ser o pontapé para uma gestão adequada da segurança.

Link: http://www.itweb.com.br/noticias/index.asp?cod=50763